XXII ENCONTRO REGIONAL DA ABRAPSO MINAS GERAIS: Produzindo vozes em tempos de necropolítica

Resumos

EDITAL SUBMISSÃO DE RESUMOS

Modalidades:
Grupos de Trabalho e Rodas de Conversa Temática
 
As/os interessadas/os/es em submeter trabalhos científicos poderão fazê-lo nas modalidades de Grupos de Trabalho e/ou Roda de Conversa. Não há limite de trabalhos submetidos como autora/o e coautora/o, contudo a/o autora/o principal (aquela/e que submete o resumo) deverá estar inscrita/o no evento para a apresentação do trabalho. Cada trabalho deverá ter no máximo 6 autoras/es e/ou coautoras/es.
O trabalho deverá ser inscrito, obrigatoriamente, em um dos eixos temáticos do evento. Por razões logísticas, a comissão científica e organizadora do evento poderá incluir em uma mesma roda de conversa trabalhos de áreas temáticas distintas.
 
As/os proponentes deverão escrever seus resumos considerando as seguintes regras:  
 
Título: Até 200 caracteres com espaços.
Modalidade: Escolher entre Grupos de Trabalho ou Rodas de Conversa.
Palavras-chaves: Três palavras-chaves.
Eixos Temáticos: Escolher dentre os eixos temáticos do evento.
Autores e suas afiliações institucionais: Citar todos autoras/es e coautoras/es e suas afiliações institucionais.
Ex: Fulano da Silva (Aluno do curso de graduação em Psicologia da UNA).  Lembre-se, o sistema já organiza as/os autoras/es e considera aquela/e que insere o resumo como principal autora/o, logo solicitamos que não repita o nome desta/e na relação de coautoras/es.
Resumo: Deverá conter de 350 a 500 palavras, contemplando as seguintes informações: modalidade, eixo temático, introdução, objetivo(s), metodologia, resultados e considerações finais.
 
Grupo de Trabalho (GT)
 
Os Grupos de Trabalhos viabilizam um espaço para o debate, possibilitando que a/o/s autora/o/es discuta/m junto dos demais apresentadores e participantes do evento. Cada GT será organizada em sessões com trabalhos que tenham proximidade temática e/ou metodológica.
Destinam-se à apresentação de relatos de pesquisas ou experiências de trabalhos concluídos ou em andamentos. Cada autora/o responsável pelo trabalho terá até 10 minutos para fazer uma breve exposição do trabalho. Ao final das exposições, a/o coordenadora/o da sessão mediará uma discussão a partir dos trabalhos apresentados, abrindo um debate entre autoras/es e participantes.
Dada a modalidade online do evento, os GTs ocorrerão em salas virtuais (plataforma a definir). O uso de slides será facultativo. Será privilegiada a conversa, o debate e a troca de experiências entre os participantes.
 
Rodas de Conversa (RC)

As Rodas de Conversa serão espaços destinados a profissionais, integrantes de movimentos sociais, coletivos e outros atores sociais para compartilhar suas experiências em áreas de interface com a Psicologia Social, tais como: educação, saúde, assistência social, saúde mental, justiça e cidadania, segurança pública, meio ambiente, direitos humanos, álcool e outras drogas, conselhos municipais, grupos, povos indígenas, quilombolas, e outras organizações e coletivos. Busca-se viabilizar o debate a respeito de conflitos e tensões enfrentados no cotidiano das práticas destes atores.
Poderão submeter suas experiências estudantes, estagiárias/os, extensionistas, professoras/es, psicólogas/os e outros profissionais já graduadas/os, e demais atores sociais (independente de escolaridade ou titulação) que queiram partilhar suas experiências de atuação nas áreas descritas acima.
As experiências não precisam ser resultados de pesquisas, atividades de extensão ou experiências de formação, ou seja, podem prescindir de vínculo acadêmico. A Roda de Conversa objetiva a promoção de um espaço de comunicação e reflexão de experiências dos mais diversos seguimentos, com possíveis construções de propostas alternativas para o enfrentamento da realidade atual, cada vez mais violenta e excludente.
As/os/es coordenadoras/es das sessões das Rodas de Conversa serão indicadas/os/es pela comissão organizadora e científica. Além das experiências submetidas, poderão ser convidadas/os profissionais e/ou outras/os atores sociais, a critério da organização do evento, para compor as sessões.
As salas serão organizadas conforme a proximidade entre as experiências e temáticas indicadas. A comissão organizadora poderá alterar a modalidade temática da experiência inscrita, caso seja necessário para a reorganização das sessões.
Cada participante inscrita/o terá disponível o tempo máximo de 10 minutos para partilhar suas experiências. Após a exposição de todos/as, será aberta a discussão sobre as experiências apresentadas com a mediação da/o coordenadora/o da sessão.

Eixos temáticos:

Os eixos temáticos estão organizados a partir de dois princípios fundamentais: 1) a defesa irrestrita dos Direitos Humanos e da Democracia e 2) a interseccionalidade como base das análises das conjunturas sociais e das práticas apresentadas.

1. Formação, Teoria, Pesquisa e Ética em Psicologia Social Crítica
Neste eixo busca-se discutir a formação em Psicologia Social na perspectiva da Psicologia Social Crítica, em suas diversas áreas de atuação. Visa-se também aprofundar estudos sobre a história da Psicologia Social no Brasil, além de seus métodos e teorias, objetivando-se refletir sobre as bases éticas, estéticas e políticas na formação e produção de conhecimento científico.

2. Psicologia Social Crítica, Políticas Públicas e Direitos Humanos
Neste eixo busca-se discutir pesquisas, intervenções e/ou experiências no campo das políticas públicas de saúde-saúde, educação, desenvolvimento social, assistência social, justiça, segurança pública, álcool e outras drogas, meio ambiente e outras áreas com interface na promoção dos Direitos Humanos. Também visa-se refletir sobre a participação da Psicologia Social em instâncias de representação e conselhos gestores destas políticas, com vistas a uma atuação comprometida com a garantia dos direitos humanos.

3. Psicologia Social Crítica, Ocupações, Comunidades e Territórios
Neste eixo busca-se discutir pesquisas e experiências de práticas comunitárias e grupais e as contribuições da Psicologia Social Crítica para este campo, sobretudo no que toca às várias dimensões das noções de comunidade, território, ocupação, práticas sociais, vínculos, papel da/o psicóloga/o, processos de exclusão social, participação social, protagonismo e autonomia.

4. Psicologia Social Crítica, Estudos de Gênero, Diversidade Sexual e Teorias feministas.
Neste eixo problematiza-se como se processam determinados regimes de controle dos corpos, por meio dos quais alguns sujeitos são qualificados e subjetivados. Neste sentido, apresentam-se trabalhos que contemplem os estudos de gênero e as teorias feministas e suas interfaces com a produção social e científica em psicologia social. Pretende-se discutir as formas pelas quais se processa o antagonismo da (des)igualdade de direitos pela atribuição valorativa hierarquizada aos marcadores de identidade de gênero, de sexualidade.

5. Psicologia Social Crítica, Política e Democracia
Neste eixo busca-se discutir experiências e pesquisas sobre os diversos movimentos sociais e minorias, que articulam em sua prática a promoção de direitos e da cidadania, objetivando-se a emancipação e o protagonismo social, buscando-se a superação de situações de exclusão social, política e de direitos. Também questões relacionadas à democracia e à participação social serão abordadas neste eixo.

6. Psicologia Social Crítica, Mídias e Tecnologia
O eixo busca receber trabalhos que discutam as relações entre os modos de comunicação - tanto das chamadas mídias de massa (tv, rádio, jornal), sociais (internet) e alternativas (comunitárias) - com a produção de subjetividade destacando suas estratégias hegemônicas de homogeneização e/ou táticas de resistência, multiplicidade e criação. Os trabalhos devem explicitar a metodologia utilizada no estudo bem como as contribuições da análise realizada para o campo da Psicologia Social.

7. Psicologia Social Crítica e Trabalho
O eixo busca discutir a categoria trabalho como atividade fundamental na sociedade e suas implicações nos processos de subjetivação individuais e coletivos, considerando as relações de poder, exploração da/o trabalhador/a, relações capital-trabalho, e as contribuições da Psicologia Social para o campo.

8. Psicologia Social Crítica, Questão Racial, Etnia e Classe
Neste eixo tem como finalidade reunir estudos e pesquisas que discutem raça, classe e etnia em diálogo a Psicologia Social, apontando para as desigualdades históricas que marcam a constituição da sociedade brasileira e os saberes da psicologia, bem como para práticas contemporâneas que se apresentam como resistências aos silenciamentos sobre raça, classe e etnia na profissão e na produção de conhecimentos psicossociais.

9. Psicologia Social Crítica, Movimentos Sociais e Práticas de Resistências
Este eixo se propõe a discutir trabalhos que tratam da articulação e diálogo da Psicologia Social com processos, experiências e práticas ligadas aos movimentos sociais e coletivos face à constante construção e defesa da democracia colocados no cenário de Minas Gerais, como aqueles vinculados às pautas feministas, raciais e LGBT. Propõe também pensar a importância da política e dos movimentos sociais em um contexto marcado pelo avanço do pensamento, das práticas e dos discursos conservadores, gerando retrocessos no campo dos direitos.

10. Psicologia Social Crítica, Pandemia e Inclusão/Exclusão Social
Considerando que em tempos de pandemia da COVID-19 diversos processos de exclusão social se materializam e se intensificam, este eixo se propõe a acolher trabalhos que tratam de processos de inclusão/exclusão social decorrentes de processos políticos, econômicos e sociais que emergiram neste contexto.